Um carpinteiro e seus auxiliares viajavam em busca de matéria prima, quando viram uma árvore tão grande que cinco homens de mãos dadas não conseguiam abraçá-la, e seu topo era tão alto que quase não dava pra avista-lo.
O carpinteiro então comentou:
– Vamos embora! Não vamos perder tempo com esta árvore. Além de levar muito tempo pra corta-la, se quisermos fazer um barco, ele afundará de tão pesado. Se resolvermos usá-la pra construir um telhado, as paredes precisarão ser exageradamente resistentes.
O grupo então seguiu adiante, mas um dos aprendizes comentou: – Poxa, mas é uma árvore tão grande e não serve para nada!
– Isso não é verdade! – respondeu o mestre carpinteiro – Ela apenas seguiu seu destino à sua maneira. Se ela fosse igual as outras, nós já a teríamos cortado. Mas, por ter tido a coragem de ser diferente, permanecerá viva e forte por muito tempo.
Henry Ford disse certa vez: “Se duas pessoas numa equipe pensam exatamente da mesma maneira, uma delas é desnecessária”, e eu concordo plenamente com ele. A riqueza do trabalho em equipe está na diversidade de pensamentos, e na capacidade de produzir e realizar ideias diferentes.
Mas pra que essa diversidade aconteça, é preciso que exista um ambiente onde as pessoas tenham liberdade pra serem diferentes, pra pensar de um jeito diferente, pra propor ideias diferentes, pra questionar o óbvio, e com isso produzir aquilo que Patrick Lencioni chama de conflitos produtivos, que geram alto nível de energia, comprometimento e responsabilidade que, por sua vez, levam aos melhores resultados.
Em meio à quarta revolução industrial, num cenário cada vez mais digital, ágil, multigeracional e exponencial, valorizar a diversidade e incentivar os “diferentes” é muito mais do que apenas agir de maneira “politicamente correta”, é uma questão básica de sobrevivência. Organizações que não voltarem o seu olhar para este tema, em pouco tempo deixarão de existir. Mas para que essa “revolução dos diferentes” aconteça, precisamos de líderes que os reconheçam, valorizem e incentivem, o que, infelizmente, ainda é incomum nas organizações.
E se você está interessado(a) em ser um dos agentes dessa revolução, o primeiro passo é acreditar. Acreditar que a diversidade é boa, que as diferenças são positivas, e que ninguém é melhor que ninguém; apenas pessoas diferentes, e finalmente, acreditar que a complementariedade dessas diferenças é que trarão os melhores resultados. E uma vez que acredita nisso:
- Promova um ambiente onde as diferenças sejam respeitadas e valorizadas, começando pelo seu exemplo;
- Crie juntamente com sua equipe uma visão de futuro ousada e desafiadora, e trabalhem juntos para alcancá-la;
- Fomente o pensamento criativo e colaborativo. Lembre-se, você não é o dono da verdade! Faça perguntas abertas: “Como resolveremos isso? Quais são as opções? E o que mais?”
- Incentive e reconheça novas ideias, ainda que não sejam possíveis de adotar no momento;
- Utilize o erro inédito como parte do processo de aprendizado e crescimento de todos. Se as pessoas não tiverem liberdade pra tentar algo novo e errar, nunca tentarão;
- Forme equipes multifuncionais com gente de talentos, experiências, conhecimentos e pensamentos diferentes para juntos buscarem as melhores soluções.
por Marco Fabossi
Fonte: http://www.blogdofabossi.com.br/2019/02/a-revolucao-dos-diferentes-lideranca
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