terça-feira, 10 de outubro de 2017

Artigo NetCeO - Quer um emprego? Então pare de reclamar e reaja!

Recentemente publiquei um artigo no LinkedIn cujo objetivo foi instigar as pessoas que estão na busca por um emprego a olharem por outra perspectiva e reconhecerem que as dificuldades em suas buscas podem não ser culpa apenas do mercado de trabalho, mas também delas mesmas, por estarem adotando ações e estratégias erradas.

Esse artigo rendeu milhares de visualizações e comentários. Mas o que mais me chamou atenção foram os comentários de um bom número de pessoas que não aceitam de maneira alguma que suas ações e estratégias podem estar erradas, e se apoiam em diversas desculpas para justificar sua situação de desemprego e a falta de atitude delas mesmas em reverter essa situação.



Em quarto e último lugar no hall das desculpas foi a questão do “ninguém quer pagar o que eu valho!” As pessoas precisam entender que não são elas que definem quanto elas valem, e sim o mercado. Com o aumento do desemprego, profissionais como você existem aos milhares procurando uma nova oportunidade. E como tudo no mercado, reina a lei da oferta e da procura, e consequentemente o salário que você ganhava em 2012 não é mais o salário que vão te pagar em 2016. Ou você se adéqua ou morre.

Em terceiro lugar no hall das desculpas foi a injustiça cometida pelos processos de recrutamento e seleção promovidos pelas empresas, que não selecionam quem realmente merece. A questão é que não importa se eles são justos ou não do seu ponto de vista, os processos precisam unicamente atender às necessidades das empresas. Simples assim. Entenda que empresas não são instituições de ajuda humanitária ou de caridade. Essa é mais uma desculpa para “boi dormir”!

Em segundo lugar foi a questão das indicações, o famoso “QI”, que segundo os reclamantes, tira as vagas de quem realmente merece. Quem dá esse tipo de desculpa dá um tiro no próprio pé pois na maioria das vezes quem é indicado foi competente, foi reconhecido e cultivou bons e estratégicos relacionamentos nos ambientes de trabalho pelos quais passou. O que eu sempre pergunto para quem reclama das indicações é: “Por que não é você que está sendo indicado? ” Mas claro, há ainda as empresas que valorizam mais a afinidade pessoal ou familiar do que a competência propriamente dita. Para falar a verdade não vejo o menor problema com nisso. É a cultura da empresa. É um risco que ela quer assumir. Se essa atitude atende às necessidades dela, então ponto final. Ou você se contenta com isso ou pula fora! Não tem porque ficar reclamando.

E em primeiro lugar, claro, foi a falta de emprego e o maior número de candidatos do que de vagas. Eu entendo perfeitamente a situação do desemprego no país, mas por experiência própria posso dizer que pelo menos 50% dos que estão em busca de um emprego continuarão tendo dificuldades em arranjar um mesmo que o número de vagas seja maior que o número de candidatos. É a fatia de profissionais com baixa empregabilidade. E não digo baixa empregabilidade relativa à deficiência em formação, experiência e competências. É a baixa empregabilidade causada pela falta de preparação para concorrer no mercado de trabalho, seja por não estarem suficientemente visíveis para o mercado, por não saberem se vender como profissionais ou por não possuírem uma boa rede de relacionamentos que os indique ou recomende. Portanto, para quem realmente "corre atrás" e se prepara para concorrer no mercado, a concorrência real se torna muito menor e as chances se tornam muito maiores. 

Resumindo, independente da sua desculpa, outra pessoa será contratada em seu lugar. As oportunidades ainda existem pois, apesar da crise, o país não para. E ficar culpando o mundo e a todos não vai melhorar sua situação. Ou você aceita que pode melhorar sua preparação para essa batalha e tem iniciativa e atitude para fazer isso, ou fica dando desculpas enquanto o bonde passa. A decisão é somente sua.



por Bruno Angelo - Conteudista na Keep Punching

Sucesso, saúde e paz! Marcio Melo - NetCeO #artigonetceo

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